terça-feira, 17 de junho de 2008

banhos de ritualíticos

Finalmente, após pequenas dissertações de tópicos importantes introdutórios, adentremos no assunto dos banhos ritualísticos.
Os banhos ritualísticos de uma maneira geral, são rituais, onde utilizamos determinados elementos da natureza, de maneira ordenada e com conhecimento de causa, com o intuito de troca energética entre o indivíduo e a natureza, afim de fornecer-lhe equilíbrio energético e mental.
Estes banhos prestam-se para limpar as energias negativas, livrar as pessoas de influências negativas, reequilibrar a pessoa, aumentar a capacidade receptiva do aparelho mediúnico, já que os chacras serão desobstruídos, enfim, tem grande importância na manutenção dos corpos.
Embora o banho utiliza-se de elementos materiais, que serão jogados sobre o corpo físico, a contraparte etérica será depositada sobre os chacras, corpo astral e aura que receberão diretamente o prana ou éter vital, bem como a parte astral dos elementos densos.
Não somente os médiuns ativos na Umbanda devem tomar determinados banhos, mas todos nós, em geral, podemos usá-los.

Temos algumas categorias de banhos :

a) Banhos de Descarregob) Banhos de Defesac) Banhos de Energizaçãod) Banhos de Fixação


a) Banhos de Descarrego
Esta categoria de banho, conhecido também como banho de descarga ou desimpregnação energética é o mais comum e mais conhecido.
Estes banhos servem para livrar o indivíduo de cargas energéticas negativas. Conforme vivemos, vamos passando por vários ambientes, trocamos impressões com todo o tipo de indivíduo e como estamos num planeta atrasado em evolução espiritual, a predominância do mal e de energias negativas são abundantes. Todo este egrégora formado por pensamentos, ações, vão criando larvas astrais, miasmas e todo a sorte de vírus espirituais que vão se aderindo ao aura das pessoas. Por mais que nos vigiemos, ora ou outra caímos com o nosso nível vibratório e imediatamente estamos entrando neste egrégora. Se não nos cuidarmos, vamos adquirindo doenças, distúrbios e podemos até sermos obsediados.

Há dois tipos de banhos de descarrego :
a1) Banho de Sal Grossoa2) Banho de Descarrego com Ervas

a1) Banho de Sal Grosso
Este é o banho mais comumente utilizado, devido à sua simplicidade e eficiência. O elemento principal que é o sal grosso, é excelente condutor elétrico e “absorve” muito bem os átomos eletricamente carregados de carga negativa, que chamamos de íons. Como, em tudo há a sua contraparte etérica, a função do sal é também tirar energias negativas aderidas no aura de uma pessoa. Então este banho é eficiente neste aspecto, já que a água em união como o sal, “lava” todo o aura, desmagnetizando-o negativamente.
O preparo deste banho é bem simples, basta, após um banho normal, banhar-se de uma mistura de um punhado de sal grosso, em água morna ou fria. Este banho é feito do pescoço para baixo, não lavando os dois chacras superiores (coronal e frontal).
O porquê de não poder lavar os chacras superiores, está ligado ao fato de serem estes chacras ligados à coroa da pessoa, tendo que ser muito bem cuidada, já que é o elo de ligação, através da mediunidade, entre a pessoa e o plano astral superior.
Após o banho, manter-se molhado por alguns minutos (uns 3 minutos) e enxugar-se sem esfregar a toalha sobre o corpo, apenas secando o excesso de umidade.
Algumas pessoas, neste banho, pisam sobre carvão vegetal ou mineral, já que eles absorverão a carga negativa.
Este banho é apenas o banho introdutório para outros banhos ritualísticos, isto é, depois do banho de descarrego, faz-se necessário tomar um outro banho ritualístico, já que além das energias negativas, também descarregou-se as energias positivas, ficando a pessoa desenergizada, que só é conseguido com outro tipo de banho.
Este banho, não deve ser realizado de maneira intensiva (do tipo todos os dias ou uma vez por semana), pois ele realmente tira a energia do aura, deixando-o muito vulnerável.
Existem pessoas que usam a água do mar, no lugar da água e sal grosso.

a2) Banho de Descarrego com Ervas
Este banho é mais complexo e menos conhecido do que o de sal grosso. A função deste banho é a mesma que a do sal grosso, só que tem efeito mais duradouro e conseqüências maiores. Quando uma pessoa está ligada à uma obsessão e larvas astrais estão ligadas a ela, faz-se necessário um tratamento mais eficaz. Determinadas ervas, são naturalmente descarregadoras e sacodem energeticamente o aura de uma pessoa, eliminando grande parte das larvas astrais e miasmas. Algumas ervas que são muito boas para este banho : arruda, guiné, espada de São Jorge, aroeira, folhas de fumo, etc.


b) Banho de Defesa
Este banho serve de manutenção energética dos chacras, impedindo que eles se impregnem de energias nocivas em determinados rituais. Por exemplo, quando vamos realizar alguma oferenda numa cachoeira, é importante que nos “fechemos” para determinadas vibrações que podem estar abundantes num sítio energético, já que além de nós, todo o tipo de pessoa vai até estes lugares para pedidos escusos, com entregas “pesadas”.
Usamos, também, quando vamos conhecer um outro terreiro e não sabemos se ele é ou não idôneo, pois, infelizmente, ainda existem aqueles que usam o nome da Umbanda para comercializar a fé alheia.
Quando vamos num sítio energético para determinados rituais com ou sem incorporação, enfim, “fechamos” os nossos chacras.
Até mesmo para nos prevenirmos para os trabalhos com os Exus Guardiões, já que todo o tipo de problemas e situações estarão presentes na assistência.
As ervas para estes banhos, podem ser aquelas relacionadas ao próprio Orixá regente da pessoa, ou aquelas que uma entidade receitar.

c) Banho de Energização
Após tomarmos um banho de descarrego, é importante que restabelecemos o equilíbrio energético, através de um banho de energização. Este banho reativa os centros energéticos e refaz o teor positivo do aura. É um banho que devemos usar quando vamos trabalhar normalmente em giras de direita, ou mesmo, após uma gira em que o ambiente ficou carregado.
Também, podemos usá-lo regularmente, independente se somos ou não médiuns.
Um bom e simples banho : pétalas de rosas brancas ou amarelas, alfazema e alecrim.

d) Banho de Fixação
Este banho é usado para trabalhos ritualísticos e fechados ao público, onde se prestará a trabalhos de magia, iniciação ou consagração. Este banho é realizado apenas por quem é médium e irá realizar um trabalho aprofundado, onde tomará contato mais direto com as entidades elevadas. Este banho “abre” todos os chacras e a percepção mediúnica fica aguçadíssima.
As ervas utilizadas para este tipo de banho estão diretamente relacionadas ao Orixá regente do médium e à entidade atuante. São assim receitados apenas por um verdadeiro chefe de terreiro ou médium-magista ou pela própria entidade.

os falsos profetas

Dizem que é Umbanda mas não é...A Umbanda é uma religião que ainda sofre o preconceito religioso porque as pessoas vivem cercadas de misticismos, distorções, desinformações e aproveitadores de todo o tipo.Abaixo teremos alguns exemplos de situações que são associadas injusta e desavergonhadamente com a Umbanda :OS VENDILHÕES DA FÉOs vendilhões da fé existiram e existirão sempre na história da humanidade. Pessoas sem escrúpulos, aproveitam-se da fé alheia e da desinformação da população (principalmente das pessoas simples) para venderem suas ilusões e milagres inexistentes.AMARRAÇÃO DE AMOR - Não caiam nas garras destas pessoas que se dizem dotadas de vidências e poderes sobrenaturais, que dizem realizar "Trabalhos de Amarração e Desamarração". São no mínimo trambiqueiros e no máximo feiticeiros que estão associados com o baixo astral. Cobram altas somas e realizam (quando isso ocorre) rituais estranhos e desconexos. Intitulam-se "Pais e Mães-de-Santo", mas que desses títulos não tem coisa alguma. As plaquinhas espalhadas pelos postes das cidades, as papeletas distribuidas nos grandes centros, com os dizeres "Vó Maria - Amarração no amor" normalmente são os meios que utilizam-se para propagar seus "trabalhos".TERREIROS DE MAGIA NEGRA - Há tantos locais infestados de rituais ligados à magia negra, que realizam de tudo e contra todos. Amarração de Amor, Separação de casais, Morte de inimigos, Fechar negócios escusos, etc. E o pior de tudo, ainda colocam placas nas entrada de "Tenda Espírita Fulano de Tal" ou "Terreiro de Umbanda Pai Sicrano". Cobram por caríssimos trabalhos, que envolvem rituais onde espíritos dos mais atrasados são invocados e para piorar estes espíritos usam nomes dos respeitáveis Exus.Fujam destes lugares, não procurem o "caminho mais fácil" com estas pessoas para superar seus problemas, porque se você já tem problemas, eles aumentarão com a sua associação com estes marginais espirituais que irão querer lhe tirar tudo que conseguirem.Um verdadeiro dirigente de Umbanda (Pai ou Mãe-de-Santo) é uma pessoa idônea, que em primeiro lugar não irá cobrar para realizar aquilo que ele é obrigado a fazer : a caridade gratuita. Ele estará disposto a ajudar você, sem pedir algo em troca a não ser a sua fé em Deus.Um verdadeiro terreiro de Umbanda (independente da forma que seus rituais são realizados), não cobra para dar a devida assistência espiritual às pessoas. Os espíritos que se manifestam tratam os problemas das pessoas com muito respeito e incentivam que as pessoas se liguem a Deus. Há harmonia no ambiente, nos trabalhadores e tudo que estará em acordo com as leis divinas.A Umbanda tem como princípios básicos :- Crença em um único Deus (Os Orixás não são deuses e sim divindades ligadas a Deus)- Crença na Lei do Carma (ou Lei da Ação e Reação)- Crença na Lei da Evolução (onde todos os espíritos estão sujeitos a evoluir moral e espiritualmente por meio de sucessivas experiências que os aprimoram)- Crença na comunicação entre os planos espiritual e material, através da mediunidade- Crença na vida após a morte do corpo físico- A prática da caridade gratuita, sem distinções de cor, raça, credo religioso ou status socialNão há milagres realizados nos terreiros, nem é prometido que milagres aconteçam, porque na Umbanda acredita-se que tudo está ligado às Leis e à vontade de Deus e as pessoas recebem aquilo que tem merecimento, portanto, a solução dos problemas está ligado diretamente ao esforço e a fé da própria pessoa. Um terreiro com seus rituais irá ajudar a pessoa, mas não assumirá compromissos não sérios para com a pessoa.Um terreiro normalmente funciona num local aberto ao público e segue as leis locais, tendo seus registros de funcionamento em cartórios.E para ajudar a desinformação, algumas das religiões protestantes, usam destes fatos para criar ainda mais distorções. Estas supostas igrejas, aproveitam-se das experiências desastrosas das pessoas que cairam nas garras destes vendilhões da fé e generalizam de maneira sórdida colocando num mesmo "saco" a Umbanda e todas estas formas enganosas de comércio da fé. Não seriam também, estas igrejas outros vendilhões da fé ?Em caso de dúvidas, procure conhecer o terreiro, através de pessoas conhecidas, afim de não ser enganado. Procure conhecer as obras que o terreiro realiza junto à comunidade. Siga sempre o bom senso e não se fanatize e nem se engane com falsas e fáceis promessas."Pelos frutos se conhece a árvore"

os três pilares do médium

Nem sempre o médium sabe quais caminhos a seguir, conduzindo-se nas veredas do trabalho de comunicação entre os planos material e espiritual, de maneira superficial, deixando-se levar pela superficialidade que a vida material acostumou-o. Desta forma vale ressaltar que o médium não o é somente apenas enquanto cumpre com suas funções de intermediário entre os planos físico e espiritual, ele é médium (mediador) pelas 24 horas de todos os dias de sua existência carnal, pois ser médium é viver um estado de espírito e este acompanha o médium em todos os momentos, em todas as suas experiências. O médium é constantemente acompanhado pelo mundo espiritual e atitudes inadequadas por parte do médium podem prejudicá-lo direta ou indiretamente, seja por obsessões, perda temporária ou definitiva de suas faculdades mediúnicas, etc.
Cabe ao médium a obrigação de melhoria interna, não para simplesmente ser um bom aparelho receptor e transmissor de comunicações espirituais, mas para que ele “quite-se” perante sua própria consciência e assim livrar-se das “amarras” cármicas. Porém o caminho da reforma íntima é longo e trabalhoso. O médium deve ter em mente isso. Não há fórmulas e regras para a obtenção deste êxito, mas, junto à força de vontade própria, o médium tem um pequeno roteiro, simples, mas por vezes, difícil de se acompanhar :

Os Três Pilares do Médium :

- Evangelização - Significa mudarmos internamente, seguindo como exemplo os ensinamentos de Jesus Cristo. Devemos a cada ação, colocar em prática, ou seja viver realmente, o "amar ao próximo como a si mesmo", praticando a caridade em múltiplas formas, sem todavia esperar algo em troca e praticá-la com o coração. Devemos nos policiar, conhecendo-nos profundamente, detectando nossas más tendências e lutando todo o instante contra elas. O egoismo, a vaidade, a maledicência, a volúpia, o orgulho, a raiva, o ódio e outros baixos sentimentos devem ser "tratados" através da reforma íntima. Como fazer tudo isso ? Bem, é muito difícil, mas os outros dois pilares darão sustentação para esse;

- Mediunismo - Somente com a prática tornamo-nos aptos e especialistas nos exercícios mediúnicos, pois eles são ligados diretamente com nossos corpos físico e astral. Com a prática constante, rotineira, persistente e RACIONAL, vamos conhecendo os meandros da espiritualidade. Tornamo-nos ótimos medianeiros sob o aspecto das comunicações, assim, vamos, a partir daí, recebendo lições, seja por desdobramentos naturais (sono) ou induzidos, seja por vidência/clariaudividência, seja por intuições cada vez mais fortes. Vamos com isso ligando-nos fortemente ao mundo espiritual e os espíritos aproximarão-se mais intensamente, levando-nos a mais aperfeiçoamentos. Recebemos lições, puxões de orelhas, conselhos, aulas, etc, que nos auxiliará em nosso melhoramento moral;

- Conhecimento - O estudo é uma exigência para quem sabe que é imperfeito em todos os aspectos. Devemos conhecer para fazer melhor e corretamente. Só nos tornaremos bons medianeiros e nos evangelizaremos se estudarmos. Estudar não é somente ler alguns livros, é ler de tudo, reter somente aquilo que é proveitável. Estudar é também observar. Observar nosso íntimo estaremos obtendo respostas para nossas próprias falhas, Estudar aquilo que nos rodeia, vamos percebendo coisas sutis que antes nos passavam desapercebidos. Estudar às pessoas, pois somente assim vamos descobrindo que cada um é um universo em si e com isso vamos entendendo as pessoas como elas são (empatia), compreendemo-nas e passamos a "amá-las como a nós mesmos". Estudar os fenômenos mediúnicos práticos é estar em campo e aprender sutilidades. Estudar a natureza e compreender seus fenômenos físicos, energéticos e astrais;

Médiuns homens podem incorporar entidades femininas?

Este tema é normalmente um grande gerador de controvérsias e dividem opiniões.Muitos afirmam que se um médium homem trabalhar com uma entidade feminina isso pode levá-lo ao homossexualismo. Desta forma, alguns dirigentes encarnados simplesmente proíbem que os médiuns homens de suas casas trabalhem com entidades femininas tais como caboclas, baianas, pombas-gira.O âmago desta questão está pautado tanto numa cultura preconceituosa e machista existente em nosso país, quanto na falta de análise racional sobre o assunto mediunidade, que mais parece um assunto místico, cercado de segredos e pontos obscuros.Primeiramente o homossexualismo não é algo pernicioso, nem uma doença ou desequilíbrio psicológico ou espiritual. Deve ser encarado apenas como uma opção espiritual em que cada um escolhe como um modo de reajuste cármico. Se é uma opção oferecida ou escolhida, devemos encarar que o homossexualismo é também uma via evolutiva em que o livre arbítrio de alguns pôde fazer. O que é pernicioso e doente são comportamentos sexuais atípicos e outras condutas morais anômalas e isto pode ocorrer com indivíduos tanto homossexuais quanto com heterossexuais. Infelizmente o preconceito cultural só cobra isso de quem é homossexual, marginalizando ainda mais quem o é.
Outro fator que produz essa distorção de análise é simplesmente não colocar à luz da razão a mediunidade, suas capacidades, potencialidades e utilidades. A mediunidade é um instrumento que alguns espíritos escolhem para utilizar, quando reencarnados, para o benefício próprio e da comunidade espiritual a que ele pertence, sejam os encarnados e os desencarnados.
A base da mediunidade e ao mesmo tempo a sua razão de ser é a prática da caridade gratuita em que unem quatro grupos de espíritos :

Aqueles encarnados que procuram ajuda espiritual para si ou para os seus entes queridos;Aqueles espíritos desencarnados que também procuram ou precisam de ajuda espiritual;Aqueles espíritos guias que procuram levar o amor através de seus enormes e benéficos trabalhos espirituais junto à comunidade que eles dão assistência e;Aqueles encarnados que tornam-se médiuns para a prática da caridade, da elevação espiritual própria e dos irmãos, recebendo, através de seus corpos físicos pela incorporação, as instruções dos espíritos guias;
Vamos analisar a questão partindo de linhas de pensamento racional :
1 - Se a caridade deve ser praticada e estendida a todo e qualquer espírito (carnado ou não), não se devem haver critérios limitantes de escolha e não tolher livre-arbítros.2 - Por que uma médium pode incorporar um espírito masculino e não há limitação nisso ? Qual é a explicação lógica e racional para isso, já que se no caso contrário poderia haver uma potencialidade homossexual no médium homem? Há também homossexualismo feminino e isso não ocorre com uma médium que trabalhe com espíritos masculinos?3 – Guias femininos existem tanto quanto os masculinos, assim como há tantos médiuns femininos quanto masculinos. Tais guias urgem trabalhar pela melhoria da comunidade que são-lhes responsáveis. Os guias já ultrapassaram limitações da materialidade, já limaram as arestas de seus comportamentos, já apuraram suas características de personalidade ao menos mais que nós ainda seres em processo de reencarne. Seriam eles, esses luminosos guias, capazes de induzir algum médium, sob sua responsabilidade, a cometerem erros ou praticarem distorções em suas personalidades, desviando-se daquilo que foi planejado ? Seriam esses guias tão preconceituosos quanto ao homossexualismo ao ponto de eles proibirem seus médiuns de serem homossexuais ? Algum guia espiritual de fato incorporado já proibiu que médiuns homens incorporassem guias femininos ? Se a resposta fosse “sim”, a próxima pergunta derruba a argumentação de tal resposta : Se um guia espiritual proibiu de fato que haja incorporações de guias femininos em médiuns masculinos, por que, os mesmos guias não proibiram que isso ocorresse em médiuns femininos incorporando guias masculinos ?4 – Se as médiuns podem incorporar guias masculinos e o contrário não é permitido por incentivar o homossexualismo masculino, quer dizer então que as mulheres médiuns são mais capazes que os homens quanto à mudança de comportamento sexual ?Por aí se percebe o contra-senso...5 - Um médium, seja homem ou mulher, tem seus corpos físico e espiritual capacitados para a manifestação mediúnica, seja em qual modalidade for necessária. Essa capacitação não está ligada aos pólos masculino ou feminino, mas sim aos chacras e plexos que farão as ligações energéticas entre médium e guia. 6 - Um guia tem seu grupo de médiuns para ajudar, para trabalhar com eles, em que ele é responsável e isso independe se os médiuns tem ou não o mesmo pólo masculino ou feminino que o guia.7 - Os guias respeitam muito os corpos dos médiuns nos quais eles se utilizarão para se manifestar, entendem os aspectos físicos e suas limitações. Um guia só iria utilizar-se de um médium se este concedesse por livre arbítrio tal “empréstimo”, assim, não haveria obrigatoriedade neste intercâmbio espiritual.8 - O fenômeno da incorporação traz ao corpo físico do médium, os trejeitos do guia, a forma com que o guia se manifesta, seu linguajar, sua capacidade de comunicação e toda a gama do modo de ser e agir do guia. Poderia aí, estar a causa de tanta preocupação de um médium masculino passar a ter os trejeitos de uma mulher quando um guia feminino o incorporasse. Entretanto a que se relevar que :- os trejeitos são do guia e não do médium; - após a desincorporação, o médium reassume seu corpo e suas faculdades voltam a se manifestar na íntegra sobre o seu corpo físico;- nenhum guia iria expor ao ridículo médiuns pelos quais tem a responsabilidade de preservar;- preocupados com a preservação de seus médiuns, os guias não iriam deixar que qualquer resquício energético nocivo ficasse sobre seus médiuns;- guias como as crianças, também não tornam médiuns adultos, temporariamente, com trejeitos infantis ?9 – As manifestações mediúnicas envolvendo médiuns masculinos e guias femininos não são tão raras como se pensa. Esses fenômenos apenas não são tratados com a devida naturalidade e respeito, onde é preferível que sejam evitados para não constranger aos preconceituosos.Para concluir, após esses parcos argumentos, é preciso que haja a consciência de que a Umbanda é uma manifestação religiosa que liberta-nos de nossos equívocos através das demonstrações simples, descomplicadas e diretas da prática da caridade. Também é preciso considerar o que os guias espirituais dizem sobre o assunto, o que eles aconselham.Este artigo não pretende fazer qualquer tipo de apologia, apenas procura trazer um pouco de luz a mais esse tabu existente em assuntos espirituais.

Inicio da mediunidade

Início da Mediunidade – Por que ficamos ansiosos?
A maioria dos médiuns tem sua iniciação mediúnica – momento em que suas faculdades mediúnicas já despertadas passam a ser utilizadas de modo sistemático e mais intenso, dentro dos rituais e trabalhos existentes numa casa umbandista – marcada pela difícil fase da ansiedade e da adaptabilidade que esse começo representa.Ansiedade no médium iniciante pode trazer algumas situações desconcertantes como :• Ficar pensando de modo intenso nas coisas ligadas à espiritualidade;• Ficar com os pontos cantados ecoando na mente;• Ficar cantando a qualquer momento e lugar os pontos cantados;• Conversar somente sobre o assunto espiritualidade a qualquer oportunidade em que hajam mais pessoas que pertençam à mesma religião ou casa;• Ler muitos livros sobre o assunto, querendo esgotar todos os pontos de dúvidas;• Querer conhecer tudo sobre a Umbanda num espaço de tempo curto;• Ter sonhos constantes com rituais, entidades, trabalhos;• Ficar vendo em qualquer situação algum tipo de ligação com a espiritualidade;• Não parar de preocupar-se em manter-se dentro das condutas que sua casa pede;• Querer incorporar logo;• Ficar muito preocupado se está mesmo incorporando uma entidade ou se está apenas imitando uma entidade;• Desejar ardentemente que tenha a inconsciência durante as incorporações;• Querer aprender tudo sobre os rituais que sua casa pratica, chegando ao ponto de perguntar de tudo a todos os demais médiuns mais experimentados;• Querer saber tudo, através de relatos de outros médiuns, o que ele fez quando estava incorporado, o que a entidade falou, deixou de fazer;• Passar a realizar em seu próprio lar, uma verdadeira transformação de hábitos, querendo que todos tomem banhos de defesa, defumem-se, orem, cantem, entre outras coisas;• Querer erigir algum tipo de altar ou espaço sagrado em seu lar, tentando imitar o mais perfeito possível a quantidade de imagens, a disposição dos santos que há em seu templo umbandista;• Querer que suas entidades receitem rapidamente a confecção ou aquisição das guias (colares) e quanto maior o número de guias melhor;• Desejar ardentemente que tenha incorporações “fortes”, isto é, que as entidades já venham de modo com que não gerem dúvida a ninguém;• Que suas entidades já risquem seus pontos e que seja algo bem impressionável;• Que suas entidades deêm logo seus nomes e torce para que sejam nomes “fortes” e conhecidos;• Querem decifrar todos os símbolos que suas entidades desenharam em pontos riscados;• Querem saber da história, vida, ponto cantado e tudo o mais sobre suas entidades;Essas situações e mais outras não citadas são consideradas até normais e encaradas por aqueles outros médiuns mais tarimbandos como coisa comum de se acontecer. E de fato é. O que o dirigente e os médiuns mais experientes devem fazer é aconselhar esses neófitos, direcioná-los em atividades que os tirarão um pouco desta fixação, é ouví-los e explicar cada uma das dúvidas e dificuldades existentes.Toda essa ansiedade é temporária e assim que o novo médium for tendo mais e mais experiências, ele passa a lidar de modo mais natural, menos ansioso e aflito com essas situações.O tema deve ser abordado de modo atencioso, respeitoso, prático e esclarecedor para poder dar melhor formação espiritual e criar uma estrutura mediúnica mais eficaz à própria casa, uma vez que estes novos médiuns passam a compor o já formado corpo mediúnico da casa, fazendo número e qualidade na força da corrente da casa umbandista. Disperdiçar a chance de esclarecimento quando esses médiuns estão ávidos por conhecimento e abertos para serem direcionados é deixar ao acaso a responsabilidade da formação destes médiuns, podendo levá-los a vícios, “cacoetes” e maus hábitos mediúnicos que nunca mais poderão ser retirados.E o velho adágio popular é verdadeiro : “Pau que nasce torto, morre torto”...

domingo, 15 de junho de 2008

O batuque

O Batuque é um culto afro-brasileiro (por que não dizer afro-gaúcho), com influência sudanesa, onde são cultuados 12 Orixás. Os Orixás são espíritos naturais, a própria encarnação da natureza, que se utilizam do Cavalo-de-Santo para se manifestar na terra, trazendo suas características sob influência da Mãe Natureza. Estes Orixás são: Bará, Ogum, Iansã, Xangô, Odé, Otim, Ossanha, Obá, Xapanã, Oxum, Iemanjá e Oxalá. Podemos dividir estes Orixás em dois grandes grupos: os Azedos, de Bará até Xapanã e os Doces de Oxum a Oxalá, características estas que são representadas em suas oferendas e manifestações na terra, os azedos ao se manifestarem são mais bruscos e levam em suas frentes ou oferendas o Epô (azeite de dendê), já os doces quando chegam no mundo são suaves e na sua grande maioria mais velhos e o mel é o que melhor os representa, neste enfoque.
Ainda encontramos outros subgrupos identificados em alguns Orixás com o primeiro nome, seguido de um segundo, como por exemplo:
Bará:
Bará Legba, Bará Lodê, Bará Lanã, Bará Adaqui e Bará Agelú
Ogum:
Ogum Avagã, Ogum Onira, Ogum Olobedé e Ogum Adiolá
Iansã:
Iansã, Oiá Timboá e Oiá Dirã
Xangô:
Xangô Agandjú de Ibedji, Xangô Agandjú e Xangô Agogô
Xapanã:
Xapanã Jubeteí, Xapanã Belujá, Xapanã Sapatá
Oxum:
Oxum Pandá de Ibedji, Oxum Pandá, Oxum Demun, Oxum Olobá e Oxum Docô
Iemanjá:
Iemanjá Bocí, Iemanjá Bomí e Nanã Borocum
Oxalá:
Oxalá Obocum, Oxalá Olocum, Oxalá Dacum, Oxalá Jobocum e Oxalá de Orumiláia.
Estes segundos nomes dos Orixás poderemos explicar como se em nossa vida terrena, fosse uma classificação por idade ou até mesmo sua área de atuação. Existem ainda um terceiro nome que cada Orixá identifica no jogo de Búzios, este nome passa a ser a identificação secreta, que cabe apenas ao Pai-de-Santo, ao filho e ao Orixá obviamente, ficando o Orixá com três nomes: como por exemplo Bará Lodê Beí, este terceiro é o segredo. Os Orixás que não possuem a subdivisão, o segredo passa a ser o segundo nome, exemplo: Ossanha Ossí
Assim como nomes, cada Orixá tem seu tipo de ave, seu tipo de animal de quatro patas e seu tipo de oferenda.
O Orixá sem ser em festas ou obrigações (rituais) que veremos a seguir, se comunica com seus fiéis através do Ofá (jogo de Búzios), utilizando as mãos e intuição de um pai ou mãe-de-santo. O jogo de Búzios é a principal, eficaz e mais rápida ferramenta, de sabermos sobre o mundo, necessidades de homens e dos próprios Orixás, a fim de melhorar o andamento das coisas.
Toda pessoa ao nascer recebe um Orixá na cabeça, outro no corpo, este casamento de Orixás, da cabeça com o corpo, denominamos de Adjuntó, e em alguns casos nas pernas, pés e assim por diante, este Orixá é visualizado quando é jogado os búzios pelo Pai-de-Santo, que também ficará sabendo, normalmente neste jogo, se esta pessoa necessitará fazer alguma Obrigação religiosa ou apenas um simples trabalho, não tendo que se comprometer mais a fundo com a Religião.
A Família Batuqueira
Dentro de uma Casa de Religião (Batuque) encontramos uma verdadeira família, como as de padrão convencional. Em primeiro lugar encontramos o Pai ou Mãe-de-Santo, posição máxima, esta pessoa que através das ordens do seu Orixá de cabeça, organiza e aconselha a vida religiosa e muitas vezes material de seus filhos-de-santo, que são irmãos entre si, os irmãos-de-santo do Pai ou da Mãe, são os tios e assim por diante, como em nossa família.

A festa

A festa
Após as obrigações cumpridas e encerrada a Levantação (nome dado ao término das obrigações pois como diz a palavra, será levantado todas as frentes que ficaram em um determinado tempo dentro do Quarto-de-Santo), será tocada a Festa, o Batuque.
Normalmente como em uma festa social, muitos convites foram distribuídos para outras Casas de Religião, fiéis e até mesmo curiosos.
O Pai ou Mãe-de-Santo, ajoelhado em frente ao Quarto-de-Santo, juntamente com todos seus filhos e demais convidados de Religião, tocando a sineta, faz a chamada de todos os Orixás de Bará a Oxalá com suas saudações específicas, pedindo a cada Orixá as coisas que a Eles competem. Terminada a chamada, o Pai-de-Santo autoriza o tamboreiro a começar o toque, que correrá em ordem de Bará a Oxalá. Todos que estão na roda dançam com as características de cada Orixá ao qual está sendo tocada a Reza, como por exemplo na reza do Bará, todos dançam como se abrindo portas com uma chave em punho na mão direita, já que este Orixá é o dono da chave e abertura dos caminhos, na Reza do Ogum, os fiéis dançam com a mão direita como uma espada tocando a mão esquerda, também em uma determina Reza do Ogum todos dançam para os lados como embriagados estivessem representando estarem tomando o Atã, ainda em outra determinada Reza do Ogum representam na dança estarem andando a cavalo e assim por diante conforme cada Orixá.
Dentro da Festa existem rituais específicos que chamaremos aqui de "Axé", como por exemplo:
Axé da Balança:
Se a Obrigação que originou a Festa teve o corte de quatro-pés, deverá ser realizada dentro das Rezas para Xangô a Obrigação da Balança. Neste ritual o tamboreiro para o toque, para que o Chefe da Casa organize a roda, neste momento normalmente o salão esvazia, pois acredita-se ser um ritual muito perigoso, pois, todos dançaram de mãos dadas, todos de frente para o centro da roda, onde calmamente será tocado pelo tamboreiro a Reza específica para este Axé e todos começarão um movimento de abrir e fechar esta roda, acompanhando o toque do tambor que irá acelerando gradativamente e com as mão bem seguras pois se arrebentar a Balança, deverá ser pedido misericórdia para Xangô para que nenhum filho venha a morrer. Neste momento até acabar o toque, se manifesta um grande número de Orixás e todos deverão se manter de mãos dadas até que o tamboreiro encerre a Reza. Somente participa da Balança filhos ou convidados que já possuam a Obrigação de quatro-pé.
Existem ainda outros Axés como por exemplo: Axé do Atã, Axé do Ecó e etc.
Após o Axé do Ecó, que será realizado após as Rezas de Xapanã, onde foi limpado e retirado da Casa todas as impurezas e vibrações negativas, começa o toque para os Orixás Velhos ou Doces, toca-se para Oxum, Iemanjá e Oxalá, terminando assim a Festa.
Normalmente o Batuque começa a meia-noite e estende-se até as seis ou sete horas da manhã, isto também é uma influência dos escravos, já que os negros na época da escravatura podiam fazer seus rituais somente após terminados seus trabalhos para os seus Senhores, ou esperar com que eles fossem dormir.